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Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros
Recuperação do Mosaico Romano


Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros - Recuperação do Mosaico Romano


No conjunto arqueológico do NARC assume particular importância o complexo balnear romano datável do século III do qual se conhece a área do frigidarium, que integra um átrio quadrangular pavimentado com um mosaico polícromo. Este revestimento apresenta distintas molduras que enquadram quatro painéis numa composição ortogonal com elementos decorativos tão diversos como peltas, nós de Salomão, fusos em aspa, diamantes, entrançados e meandros de suásticas. As estratégias de escavação arqueológica, conservação e restauro e musealização deste espaço têm-se pautado, ao longo de vinte e dois anos, pelas melhores práticas de intervenção e exposição patrimonial. Todavia, a exposição de contextos arqueológicos implicou repercussões ao nível da sua conservação, que se traduziram no empolamento do tesselado do mosaico e na destruição da superfície pétrea das tesselas devido à cristalização de sais provenientes das águas salobras existentes no local.

Ao contrário dos bens patrimoniais móveis que, após uma intervenção de conservação e restauro, são colocados em ambientes controlados, no caso de elementos imóveis tal controlo é difícil de conseguir.

Face ao longo tempo de exposição deste pavimento, impôs-se uma actuação de remoção e consolidação do mesmo em atelier. Assim, entre Agosto e Dezembro de 2017, o mosaico romano do NARC foi submetido a uma intervenção de conservação e restauro, desenvolvida pela empresa ERA, Arqueologia, que implicou complexos processos de limpeza, tratamento e consolidação do mosaico, com vista a uma reposição no local original em condições optimizadas.

A intervenção de conservação não só possibilitou, como requereu a escavação dos níveis arqueológicos sobre os quais o mosaico assentava. A escavação foi realizada por uma equipa da Direção-Geral do Património Cultural, no âmbito da colaboração entre esta instituição pública e a Fundação Millennium bcp e contou ainda com a colaboração da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (na recolha e análise de amostras de sedimentos). A escavação arqueológica efectuada permitiu expor a estrutura construtiva do mosaico e forneceu dados adicionais relativamente aos materiais de construção e estratigrafia conexa, permitindo aumentar o conhecimento sobre este importante fragmento de Olisipo.

O balneário romano do NARC e o seu mosaico são um extraordinário exemplo de arte e arquitectura do quotidiano do passado olissiponense que foi agora restaurado, com vista à sua devolução a Lisboa, aos seus habitantes e a quem a visita. Um património de todos e para todos!



Consolidação do Mosaico. Preparação para o levantamento.<br>Fotografia gentilmente cedida por ERA Arqueologia. Consolidação do mosaico. Preparação para o levantamento.<br>Fotografia gentilmente cedida por ERA Arqueologia. Consolidação do mosaico. Preparação para o levantamento.<br>Fotografia gentilmente cedida por ERA Arqueologia. Levantamento do mosaico.<br>Fotografia gentilmente cedida por ERA Arqueologia. Levantamento do mosaico.<br>Fotografia gentilmente cedida por ERA Arqueologia. Nível estratigráfico revelado pelo levantamento do mosaico.<br>Fotografia gentilmente cedida por ERA Arqueologia. Chegada do mosaico ao atelier.<br>Fotografia gentilmente cedida por ERA Arqueologia. Trabalhos de limpeza, tratamento e consolidação do mosaico em atelier.<br>Fotografia gentilmente cedida por ERA Arqueologia. Trabalhos de recolocação do mosaico.<br>Fotografia gentilmente cedida por ERA Arqueologia. Trabalhos de recolocação do mosaico.<br>Fotografia gentilmente cedida por ERA Arqueologia. Trabalhos de recolocação do mosaico.<br>Fotografia gentilmente cedida por ERA Arqueologia. Registo fotográfico de uma unidade estratigráfica revelada pelo levantamento do mosaico.<br>Fotografia gentilmente cedida por DGPC. Levantamento topográfico do local a escavar.<br>Fotografia gentilmente cedida por DGPC. Trabalhos de escavação.<br>Fotografia gentilmente cedida por DGPC. Trabalhos de escavação.<br>Fotografia gentilmente cedida por DGPC. Recolha de amostra sedimentar para posterior análise.<br>Fotografia gentilmente cedida por DGPC.
        


Créditos do texto: Era Arqueologia e DGPC (Direção-Geral do Património Cultural)