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A Nossa História


A história do Millennium bcp

30 anos de história, uma história de sucesso encetada, em junho de 1985, a par e passo com a liberalização e desenvolvimento do sistema financeiro português.

São três décadas ao lado dos nossos Clientes Particulares e Empresas, acompanhando os seus projetos e necessidades, inovando com os nossos produtos e serviços e antecipando as tendências do mercado.

Desde a sua fundação até ao presente, ao longo de mais de um quarto de século, o Banco Comercial Português conseguiu afirmar-se como líder em Portugal, assumindo-se como uma instituição de referência em diversas áreas nos diferentes mercados onde atua, sob a marca Millennium.

Em nome de cada Cliente e de um serviço de excelência, o Millennium bcp aposta na criação de valor através de produtos e serviços bancários e financeiros de referência no setor, pautando-se por elevados padrões de responsabilidade corporativa.

30 anos passados, somos cada vez mais um Banco ágil e moderno.
Lideramos a evolução do setor bancário e colocamos ao serviço dos nossos Clientes novos meios e novas Sucursais que nos permitem recebê-los com maior conforto e mais tecnologia.

Hoje contamos com mais de 1.200 sucursais e 15.898 Colaboradores em diversas geografias, que dão resposta 5,3 milhões de Clientes espalhados pelo mundo.


 


Fundação e crescimento orgânico

O Banco Comercial Português, S.A. foi fundado em 1985, na sequência da desregulamentação do sistema bancário português, que permitiu que bancos comerciais de capital privado se estabelecessem no mercado português. O Banco foi fundado com o suporte de um grupo de mais de 200 acionistas fundadores e uma equipa de profissionais bancários experientes que capitalizaram a oportunidade para constituir uma instituição financeira independente, operando principalmente em Portugal, que serviria o subdesenvolvido mercado financeiro nacional em diversas áreas e de uma forma anteriormente não explorada pelos bancos públicos.

A primeira fase de desenvolvimento do Grupo BCP caracterizou-se essencialmente pelo crescimento orgânico e, até 1994, o Banco conseguiu aumentar de forma expressiva a sua quota no mercado português de serviços financeiros, explorando as oportunidades de mercado num contexto de desregulamentação. Em 1994, o Banco atingiu quotas de mercado de 8,3% em ativos totais, 8,7% em crédito a Clientes e 8,6% em depósitos.

Desenvolvimento em Portugal por aquisições e parcerias

Após 1994, a concorrência no mercado bancário doméstico intensificou-se na sequência da modernização das instituições financeiras existentes e da entrada de novas instituições bancárias e financeiras estrangeiras. O Banco decidiu, então, adquirir um banco doméstico com complementaridade de negócio para ganhar quota de mercado no mercado bancário, em seguros e outros serviços financeiros. Em março de 1995, o Banco adquiriu o controlo do Banco Português do Atlântico, S.A. (Atlântico), que era, à época, o maior banco comercial em Portugal. Esta aquisição surgiu na sequência de uma oferta pública de aquisição (OPA) da totalidade do capital social do Atlântico, lançada em conjunto com a Companhia de Seguros Império (Império), uma seguradora portuguesa. Em junho de 2000, o Atlântico foi incorporado no Banco.

A OPA conjunta da totalidade do capital social do Atlântico conduziu ao aprofundamento da cooperação entre o Banco e o Grupo José de Mello, o maior acionista da Império, culminando na fusão dos serviços financeiros do Banco com os do Grupo José de Mello, em janeiro de 2000. A fusão incluiria a compra ao Grupo José de Mello de 51% do capital social do Banco Mello e da Império. Subsequentemente, o Banco lançou ofertas públicas de aquisição relativas aos interesses minoritários do Banco Mello e da Império. Em junho de 2000, o Banco Mello foi incorporado no Banco.

Em março de 2000, o Banco chegou a acordo com a Caixa Geral de Depósitos (CGD), para adquirir a participação de controlo detida por esta no Banco Pinto & SottoMayor (SottoMayor) e, em abril do mesmo ano, adquiriu, na sequência de oferta pública de aquisição, as restantes ações no SottoMayor. Em dezembro de 2000, o SottoMayor foi incorporado, por fusão, no Banco.

Tendo em vista o reforço do enfoque no negócio core de distribuição de produtos financeiros e para otimizar o consumo de capital, foram estabelecidos importantes acordos, em 2004, com os Grupos CGD e Fortis (atualmente Ageas) relacionados com o negócio de seguros. Neste contexto, a Ageas aumentou a sua participação no capital social do Banco para 4,99%, em setembro de 2005. Após dois aumentos de capital em 2006, a participação da Ageas diminuiu e foi alienada em setembro de 2007.

Em março de 2006, o Banco publicou um anúncio preliminar de lançamento de uma OPA sobre a totalidade do capital social do Banco BPI, S.A. (BPI), a qual encerrou sem sucesso em maio de 2007.

Internacionalização

Consolidada a sua posição no mercado português, o Banco tomou uma clara opção pela estratégia de internacionalização. Desde o início, o projeto de internacionalização do Millennium bcp assentou em perspetivas de forte crescimento em mercados externos com uma ligação histórica próxima com Portugal ou com grandes comunidades de luso-descendentes - incluindo Moçambique, Macau, Luxemburgo, França, EUA e Canadá - bem como em mercados em que existia uma racionalidade comercial forte para estabelecer operações bancárias seguindo um modelo similar àquele que o Banco tinha adotado no mercado português - Polónia e Grécia.

O acesso a know-how especializado e a novas capacidades organizacionais conduziram ao desenvolvimento de parcerias estratégicas com instituições financeiras selecionadas: Ageas para a bancassurance em Portugal; Achmea B.V. (anteriormente denominada Eureko) para a bancassurance nos outros mercados; Banco Sabadell em Espanha (de acordo com a qual o Millennium bcp apoia os Clientes do Banco Sabadell em Portugal e o Banco Sabadell apoia os Clientes do Millennium bcp em Espanha); F&C Investments para a gestão de ativos do Grupo; e, em 2007, a assinatura de um acordo de princípios para o estabelecimento de uma parceria com a Sonangol - Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola, E.P. (Sonangol), prevendo a subscrição de até 49,99% do capital do Banco Millennium Angola (BMA).

Em 1998, o Banco celebrou um acordo de parceria com o grupo financeiro polaco BBG, ao abrigo do qual iniciou as suas operações de retalho no mercado polaco sob o nome “Millennium”. O Banco e o BBG detinham originalmente o controlo conjunto desta parceria. Em 2002, na sequência de uma reestruturação do BBG, este e o Banco decidiram incorporar a referida parceria no BBG, concentrando as operações bancárias de ambos na Polónia. Durante o último trimestre de 2002, o Banco aumentou a sua participação no capital do BBG para 50%. No início de 2003, o BBG mudou a sua denominação para “Bank Millennium” e, em dezembro de 2006, o Banco adquiriu 15,51% do capital social e direitos de voto do Bank Millennium, aumentando assim a sua participação para 65,51% do capital social e direitos de voto.

Em julho de 1999, o Banco e a Interamerican Hellenic Life Insurance Company S.A. (Interamerican), uma das maiores seguradoras gregas do ramo vida, atualmente integralmente detida pela Achmea B.V., anunciaram o lançamento de uma inovadora rede bancária de retalho conjunta no mercado grego - a NovaBank. Após a aquisição, em abril de 2005, de 50% do respetivo capital social e direitos de voto, o Banco passou a deter o controlo integral da NovaBank. No seguimento da mudança de marca de todas as operações do Grupo em 2006, a NovaBank passou a operar com a designação de Millennium bank.

Em 2000, o Banco integrou a sua operação seguradora centralizada em torno da Pensões Gere SGPS, S.A. no capital da aliança seguradora pan-europeia Eureko B.V. (atual Achmea B.V.), passando a deter cerca de 23% do respetivo capital social, em situação de controlo conjunto com a Association Achmea. O insucesso do projeto de admissão das ações da Eureko B.V. à cotação, associado às consequências no setor segurador da crise posterior ao 11 de setembro de 2001, levou o BCP a readquirir em 2002 a Seguros e Pensões Gere, SGPS, S.A, reduzindo a sua participação na Eureko para cerca de 5%.

Em 2005, o Banco participou no processo de privatização da Banca Comerciala Romana, com o objetivo de adquirir uma participação de controlo no seu capital social, então detida pelo Estado Romeno. A racionalidade estratégica da participação no processo de privatização da Banca Comerciala Romana baseava-se na sua potencial contribuição para a estratégia do BCP de transformação num Banco verdadeiramente multi-doméstico, a operar não apenas em Portugal mas também em países europeus emergentes e/ou em convergência para os padrões da União Europeia. Contudo, por não ter apresentado a proposta financeira mais elevada, o BCP não foi selecionado como adquirente. O BCP veio a lançar, em outubro de 2007, uma operação de raiz na Roménia.

Em maio e setembro de 2008, o Banco celebrou acordos de parcerias estratégicas com a Sonangol e o BPA. O conjunto de instrumentos, articulados entre si, que regulam esta parceria inclui um acordo quadro que prevê, designadamente, uma participação indicativa de referência pela Sonangol no capital social do BCP e a apresentação aos acionistas do BCP de proposta de designação de um membro acordado com a Sonangol para integrar os corpos sociais do BCP, assim como os princípios e os mecanismos de consulta relativos à evolução da referida participação de referência.

A parceria comportou também a aquisição de 49,9% do capital social do BMA pela Sonangol e pelo BPA, por meio de uma operação de aumento de capital, subscrito em numerário, realizado em fevereiro de 2009. Nos termos do acordo celebrado, o BMA mantém a sua atual natureza de subsidiária do BCP, mas beneficiará das participações de referência nele detidas pela Sonangol e pelo BPA. Ainda ao abrigo do acordo, o BMA adquiriu uma participação de 10% no capital social do BPA.

Processo de reestruturação envolvendo desinvestimento de ativos não estratégicos

A partir de 2005 iniciou-se um relevante processo de reestruturação, tendo nesse âmbito sido levadas a cabo operações significativas em matéria de alienação ou redução da exposição a ativos não core, com ênfase na conclusão da venda da Crédilar, no acordo para a venda ao Santander Consumer Finance da participação do BCP no Interbanco (50,001% do capital social), no acordo com o Dah Sing Bank Limited (sediado em Hong Kong) para a venda dos negócios bancários e de seguros desenvolvidos em Macau (assegurando simultaneamente a manutenção de uma sucursal exterior em Macau), na venda das participações na Friends Provident, Banca Intesa, PZU, bem como na redução da participação do BCP no capital social da EDP - Energias de Portugal, S.A. (EDP).

Estas medidas de âmbito estratégico foram tomadas tendo em vista reestruturar a atividade do Banco em torno das suas áreas core, tendo gerado mais-valias substanciais, que foram determinantes para o aumento de fundos próprios do Millennium bcp.

Ainda em 2005, foi concretizado o desinvestimento na atividade seguradora, tendo sido formalizada a alienação ao Grupo CGD de 100% do capital social das companhias Império Bonança - Companhia de Seguros, S.A., Seguro Directo Gere - Companhia de Seguros, S.A., Impergesto - Assistência e Serviços, S. A. e Servicomercial - Consultoria e Informática, Lda. e celebrando acordo com a Ageas no âmbito da qual as partes estabeleceram uma parceria para a atividade de bancassurance, através da empresa seguradora Millennium bcp Fortis (atualmente, Millennium bcp Ageas Grupo Segurador SGPS, S.A. - Millennium bcp Ageas). O Grupo detém 49% do capital social do Millennium bcp Ageas, enquanto os restantes 51% são detidos pela Ageas.

No decurso de 2006, o BCP continuou o processo de reestruturação, concluindo importantes transações, envolvendo a alienação ou a redução da exposição em ativos não core, com ênfase nos seguintes: conclusão da venda da participação de 50,001% no Interbanco, S.A., numa transação que tinha sido anunciada em agosto de 2005; conclusão da venda de 80,1% do capital social do Banque BCP France e do Banque BCP Luxembourg à instituição financeira francesa, Groupe Caisses d’Epargne (o Grupo BCP reteve uma participação de 19,9% em ambas as operações e estabeleceu um acordo de cooperação com o comprador para desenvolver as transferências transfronteiriças em ambos os mercados); conclusão de um acordo com a instituição financeira Canadiana BMO Financial Group (anteriormente Bank of Montreal) com respeito à venda da totalidade do capital social do bcpbank Canada; e conclusão de um acordo entre o BCP e Fundo de Pensões do BCP com a EDP, tendo em vista a venda da totalidade da participação do Millennium bcp na ONI SGPS, S.A., correspondente a 23,062% do seu capital social.

Já em fevereiro de 2010, o Banco assinou um acordo com a instituição financeira Credit Europe Bank, N.V., entidade detida pelo grupo financeiro Fiba Holding, A.S., com vista à alienação por parte do Grupo BCP de participação correspondente a 95% do capital social do Millennium Bank AS na Turquia e, em dezembro de 2010, concluiu o processo de alienação de 95% do capital social do Millennium Bank AS, pelo preço global ajustado de 58,9 milhões euros. Em resultado desta transação, o BCP manteve uma participação de 5% na sociedade, tendo estabelecido com o comprador um mecanismo de opções de compra e de venda prevendo a possibilidade de alienação (entretanto já desencadeada) do remanescente da sua participação por preço por ação não inferior ao então recebido.

Em março de 2010, o Banco tomou a decisão de sair do mercado dos Estados Unidos da América. Na prossecução deste objetivo, assinou um acordo com o Investors Savings Bank, concluído em outubro de 2010, que contemplou a alienação da totalidade da rede de sucursais do Millennium bcpbank nos EUA e da respetiva base de depósitos, no valor aproximado de 627 milhões de dólares e de parte da carteira de crédito, no valor aproximado de 208 milhões de dólares. O BCP estabeleceu ainda um acordo de cooperação com o comprador no que respeita às remessas financeiras oriundas dos EUA. Em resultado desta transação, o BCP deixou de deter uma operação bancária nos EUA.

Compromisso estratégico com a operação na Polónia

Em dezembro de 2011, na sequência de um processo de avaliação tendo em vista a reavaliação das alternativas de criação de valor relativamente à operação na Polónia, e tendo abordado minuciosamente várias opções, o BCP reafirmou o seu compromisso com o desenvolvimento orgânico do Bank Millennium na Polónia. Da análise efetuada, o Banco concluiu que a opção que melhor defende os interesses dos seus stakeholders e que melhor potencia a criação de valor é a de manutenção da sua participação no Bank Millennium. Assim, o Banco reiterou a sua confiança no progresso da economia polaca e o seu compromisso de continuar a promover o desenvolvimento orgânico do Bank Millennium, suportado pela sua forte posição no mercado de retalho, pelo baixo risco demonstrado pela sua carteira de crédito e pelos ganhos de eficiência e produtividade que têm vindo a ser alcançados com sucesso. É ainda de notar que, de acordo com o respetivo plano de negócios, a operação na Polónia não requer um esforço adicional de capital ou liquidez no futuro, estando previsto, pelo contrário, que possa contribuir significativamente para a geração de resultados do Grupo e para a concretização do calendário projetado de reembolso do investimento público.

Implementação de um novo modelo de governo da Sociedade e concretização do plano de capitalização

Em 28 de fevereiro de 2012 realizou-se uma Assembleia Geral de Acionistas do Banco Comercial Português, S.A., tendo sido aprovada a alteração e reestruturação do contrato de sociedade, que se consubstanciou na adoção de um modelo de administração e fiscalização monista, composto por Conselho de Administração, Comissão de Auditoria, integrada unicamente por administradores não executivos e Comissão Executiva (órgão de gestão corrente do Banco) e pelo Revisor Oficial de Contas. Foi ainda criado um Conselho Estratégico Internacional com o objetivo de assegurar o desenvolvimento da estratégia de expansão internacional do Banco e do Grupo, ao qual compete analisar e refletir sobre a referida estratégia, acompanhando a evolução e a implementação da mesma.

O Banco concretizou o seu Plano de Capitalização aprovado em Assembleia Geral de Acionistas em 25 de junho de 2012, que se desenrolou em duas fases: i) Investimento público, consistindo em instrumentos híbridos qualificáveis como capital Core Tier I no montante de 3 mil milhões de euros, no final do mês de junho e ii) Investimento privado, consistindo num aumento de capital reservado a acionistas no montante de 500 milhões de euros, ao preço de 0,04 euros por ação, que foi concluído no início de outubro de 2012. O Banco cumpriu assim os requisitos regulamentares estabelecidos, tendo apresentado um rácio de Core Tier 1 de 9,7% em junho de 2012 e de 9,8% em dezembro de 2012 (ajustado para os valores de 31 de dezembro de 2012, o buffer soberano é de zero euros, implicando um rácio de 11,4%, de acordo com os critérios EBA), e de 12,4% em dezembro de 2012, segundo os critérios do Banco de Portugal. Em resultado do plano de recapitalização adotado pelo Banco, e nos termos legalmente previstos, o Estado nomeou, em 3 de dezembro de 2012, dois membros não executivos para o Conselho de Administração, para exercerem funções durante o período de vigência do investimento público para reforço de fundos próprios do Banco.

Em dezembro de 2012, o BCP preparou e apresentou ao Governo um plano de reestruturação exigido pela lei nacional e pelas regras europeias aplicáveis em matéria de auxílios de Estado, o qual foi submetido formalmente pelo Estado à Comissão Europeia respeitando o prazo máximo de seis meses após a aprovação do referido Despacho n.º 8840-B/2012 do Ministro do Estado e das Finanças, de 28 de junho de 2012, publicado em Suplemento ao Diário da República, 2.ª série, de 3 de julho de 2012.

Em abril de 2013, o Banco concluiu as negociações com o Piraeus Bank, tendo assinado os acordos definitivos com o Piraeus Bank respeitantes à venda da totalidade do capital social do Millennium Bank (Grécia) e à participação do BCP no aumento de capital do Piraeus Bank. A operação de alienação do Millennium Bank (Grécia) foi definitivamente concluída em 19 de junho de 2013. Em outubro de 2013, o BCP concluiu o processo de desinvestimento no mercado grego.

Implementação do Plano de Reestruturação

Em julho de 2013, o Banco informou ter alcançado um acordo entre a CE e as autoridades portuguesas relativamente ao plano de reestruturação do BCP, contemplando uma melhoria da rendibilidade em Portugal através da continuação do esforço importante de redução de custos. A decisão formal do acordo com as autoridades portuguesas relativamente ao plano de reestruturação do Banco Comercial Português foi anunciada, em 2 de setembro de 2013, pela Direção Geral da Concorrência da Comissão Europeia. Este acordo concluiu que o plano de restruturação do BCP está em conformidade com as regras da União Europeia em matéria de auxílios estatais, demonstrando a viabilidade do banco sem o apoio contínuo do Estado.

O plano aprovado robustece a estratégia de foco nas atividades core do Banco, tendo subjacente: i) o reforço do financiamento à economia com o cumprimento pleno das exigências regulatórias dos níveis de capital; ii) o enfoque estratégico da atividade através da separação entre ativos considerados core e não core (empréstimos para compra de títulos, crédito fortemente alavancado, crédito à habitação bonificado histórico e crédito a certos segmentos associados à construção, clubes de futebol e promoção imobiliária), tendo como objetivo a redução dos ativos não core de forma progressiva; iii) a desalavancagem do balanço, com o desinvestimento de ativos não core e com a definição de um rácio LTD de 120%, a partir de 2015; iv) a melhoria da eficiência operacional, atingindo um ROE (retorno dos capitais próprios) mínimo de 10% e um CTI (custo sobre proveitos) máximo de 50%, ambos a partir de 2016; v) a implementação de uma nova abordagem no negócio de gestão de fundos de investimento através da adoção de um modelo de distribuição de arquitetura aberta, permitindo um leque de opções de investimento mais alargado para os Clientes; e vi) a continuação do processo de ajustamento da estrutura do Banco no mercado nacional, nomeadamente através da adequação do número de sucursais e restantes áreas de suporte ao negócio, com destaque para a continuidade de políticas de recursos humanos que ajustem o quadro de pessoal à procura de serviços bancários. Em particular o acordo implica uma redução de cerca de 25% dos custos com pessoal de dezembro de 2012 a dezembro de 2015 (salienta-se que parte importante deste esforço foi já concretizada em 2012 e 2013).

O plano salienta ainda a relevância das operações estratégicas em Angola e Moçambique, as quais constituem importantes contributos para a estratégia de apoio ao tecido empresarial e para a conta de exploração do Grupo. O Bank Millennium na Polónia é considerado uma operação core, não existindo o compromisso de alienação salvo no caso do montante dos instrumentos híbridos de capital subscritos pelo Estado (“CoCos”) a reembolsar em dezembro de 2016 exceder 700 milhões de euros. Ainda na vertente internacional, o plano estipula a alienação a médio prazo da operação que o BCP detém na Roménia.

Em 31 de dezembro de 2013, o Banco comunicou ter assinado um memorando de entendimento com os Sindicatos para a implementação de um processo de ajuste salarial com vigência temporária, que permitirá ao BCP atingir as metas acordadas com a DGComp e com o Estado português de redução de custos com pessoal.

Em maio de 2014, o Banco informou que, no âmbito do processo de re-enfoque nas atividades core, definido como prioritário no Plano Estratégico, acordou com o Grupo segurador internacional Ageas uma reformulação parcial dos acordos de cooperação estratégica estabelecidos em 2004, que inclui a venda da totalidade das participações de 49% detidas nas entidades seguradoras que operam exclusivamente no ramo Não-Vida, i.e., “Ocidental – Companhia Portuguesa de Seguros, S.A.” e a “Médis – Companhia Portuguesa de Seguros de Saúde, S.A.”, com sujeição às necessárias autorizações regulamentares das autoridades competentes, por um preço base de 122,5 milhões de euros, sujeito a ajustamento dependente da performance evidenciada no médio prazo. O Banco informou ainda que a Ageas e o Banco acordaram na distribuição por parte da joint venture de capital excedentário no valor de 290 milhões de euros. Após a venda, o Banco continuará, em paralelo com outros canais de distribuição, bancários e não-bancários, a distribuir seguros do ramo não-vida da “Ocidental – Companhia Portuguesa de Seguros, S.A.” e da “Médis – Companhia Portuguesa de Seguros de Saúde, S.A.”.

Em maio de 2014, o Banco reembolsou o Estado Português em 400 milhões de euros de CoCos e em agosto de 2014, após a concretização de um aumento de capital, o Banco reembolsou o Estado Português em 1.850 milhões de euros de CoCos. Com este reembolso, o BCP antecipou o calendário inicialmente definido para o pagamento de CoCos e reafirmou a sua intenção de reembolsar os 750 milhões adicionais até 2016, evidenciando a capacidade de execução do plano estratégico traçado.

Em outubro de 2014, o Banco informou que assinou um acordo com o Grupo CIMD, com sede em Madrid, respeitante à venda da totalidade do capital social da Millennium bcp Gestão de Ativos – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento, SA. O preço acordado para a venda do capital social da MGA foi de 15,75 milhões de euros. A operação está sujeita à aprovação das entidades de supervisão. O Banco continuará a comercializar os fundos de investimento geridos pela Millennium bcp Gestão de Ativos, dos quais é, aliás, depositário.

Em 15 de outubro de 2014, o Banco informou ter aprovado, em sede de reunião do Conselho de Administração ocorrida nesse dia, a adesão ao regime especial aplicável aos ativos por impostos diferidos, previsto na Lei n.º 61/2014, de 26 de agosto, e respetivo anexo, conforme deliberação decorrente da Assembleia Geral de Acionistas Extraordinária, também ocorrida nessa data e onde estiveram presentes acionistas detentores de 47,33% do capital social.

Em janeiro de 2015, o Banco Comercial Português informou que concluiu o processo de venda do BMR ao OTP Bank e que, de acordo com as condições acordadas, o Banco recebeu do OTP Bank, nessa data, 39 milhões de euros relativos ao preço total acordado para a venda. O OTP assegurou também o reembolso integral ao Banco do financiamento prestado por este à Banca Millennium, no montante aproximado de 150 milhões de euros. Neste comunicado, o Banco refere ainda que a referida operação tem um impacto estimado negligenciável no rácio commonequity tier 1 consolidado do Banco e que a venda do BMR antecipou mais uma importante medida com a qual o BCP se tinha comprometido junto das autoridades europeias da concorrência (DG Comp), no âmbito do seu plano de restruturação.

Na sequência do comunicado pelo Banco Comercial Português no dia 8 de outubro de 2015, foi outorgada a escritura de fusão do Banco Millennium Angola (BMA) com o Banco Privado Atlântico (BPA) em 22 de abril de 2016.

A junção das capacidades complementares do BMA e do BPA potencia oportunidades de crescimento e maximiza a capacidade de criação de valor em Angola, possibilitando a manutenção da contribuição da atividade em Angola em níveis consentâneos com a ambição do Millennium bcp e retornos sobre o capital investido na ordem dos 20%, compensando o abrandamento da economia angolana face aos planos iniciais.