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"Os Ballets Russes: Modernidade após Diaghilev"

Os Ballets Russes: Modernidade após Diaghilev

"A grande vitória da civilização moderna europeia", escrevia Almada Negreiros no Portugal Futurista, em 1917, a anunciar ‘as extraordinárias realizações da Arte Moderna’, representadas pelos Bailes Russos, que justamente nessa data iniciariam a sua única temporada em Lisboa.

Entre o escândalo e a admiração, a emulação e a rejeição, os Ballets Russes de Sergei Diaghilev constituíram uma das mais inovadoras experiências de criação artística das primeiras décadas do século XX. No vulcão criativo das experiências modernistas, Diaghilev congrega um programa de arte total em torno da dança, convocando coreógrafos, bailarinos, compositores, artistas plásticos, libretistas e cenógrafos. Se a dança moderna representa o espírito de uma certa modernidade em vórtice, consagrada segundo Baudelaire na fórmula do ‘transitório, fugidio [e] contingente’, os Ballets Russes exibem o moderno total. Consagrando a fusão do arcaico com o vanguardista, assinalam o transitório e o imutável que articula o pensamento moderno. Das artes do movimento ao design de moda, da música à escultura, da cenografia à pintura, das artes decorativas ao cinema, os Ballets Russes constituem o paradigma do projeto de iluminação mútua de uma modernidade sempre incompleta.

A exposição “Os Ballets Russes: Modernidade após Diaghilev” assinala o centenário da saison de Lisboa, problematizando a modernidade artística do projeto de Sergei Diaghilev e convocando os artistas contemporâneos.

A exposição centra-se em três núcleos principais:

  • a celebração da saison portuguesa do grupo, patente no Museu Nacional do Teatro e da Dança, sob o título Os Ballets Russes em Portugal;
  • a perenidade do projeto incompleto das modernidades artísticas que convoca, espelhado no núcleo da Galeria Millennium, sob o título de Modernismos e Modernidade dos Ballets Russes, com especial destaque para os trajes originais, inéditos em Portugal, das peças L’Après-Midi d’un Faune e Le Sacre du Printemps;
  • e ainda o terceiro núcleo, designado Ballets Russes After Hours, que se centra na comissão a 2 artistas portugueses cujas propostas continuam o diálogo incompleto da modernidade na contemporaneidade, apresentando obras que se dividem num projeto de artes plásticas, patente na Galeria Millennium, e numa coreografia/performance em exibição no Palácio Foz.

Ficha Técnica:

Título: Os Ballets Russes: Modernidade após Diaghilev | The Modern times after Diaghilev

Organização | Organization: The Lisbon Consortium e Centro de Estudos de Comunicação e Cultura (CECC) - Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa | Museu Nacional do Teatro e da Dança

Comissária Geral | General Commissioner: Isabel Capeloa Gil

Comissariado Científico | Scientific Commissioners: Isabel Capeloa Gil | José Carlos Alvarez | Nuno Crespo | Paulo Campos Pinto

Curadoria | Curatorship: Isabel Capeloa Gil e Paulo Campos Pinto | José Carlos Alvarez | Nuno Crespo

Assistentes de Curadoria | Curatorial Assistants - Students of The Lisbon Consortium Academic Program: Jorge Rodrigues | Juliana Orrego | Mary Wong | Robert Ippolito

Locais | Venues: Galeria Millennium / Museu Nacional do Teatro e da Dança / Palácio Foz

Datas: 14.07 a/to 29.09

Patrocínio | Sponsorship – Fundação Millennium BCP






O acesso à Cultura é uma das prioridades da Fundação, pelo que apoia e desenvolve diversas iniciativas neste âmbito.

Exposição Poesia Mineral

A exposição "Poesia Mineral" esteve patente na Galeria Millennium, em Lisboa, entre 23 de fevereiro e 19 de maio de 2018.

A propósito da edição do livro Guia de Arquitetura Eduardo Souto de Moura Projetos Construídos em Portugal a editora A+A Books convidou o artista e fotógrafo Nuno Cera a "viajar" por Portugal Continental e Insular retratando os projetos que constam da publicação, e que de uma forma hors-texte evocam em fragmentos o traço e a linguagem do arquiteto.

Composta por 18 fotografias e 2 vídeos o layout da exposição, pensado pelo artista Nuno Cera, apresentou e contextualizou a quem a "viu" fragmentos intencionalmente preferidos da obra do Arquiteto Eduardo Souto de Moura.

Poesia Mineral ultrapassou os limites de uma exposição de fotografia. Ela revelou o que o olhar de Nuno Cera construiu: um ensaio livre sobre a grandeza da arquitetura de Eduardo Souto de Moura compreendendo o seu poder através da delicadeza poética que como artista tanto o distingue.






A Partir do Surrealismo

A exposição "A Partir do Surrealismo" esteve patente na Galeria Millennium no âmbito das iniciativas Arte Partilhada da Coleção Millennium bcp. Dentro em breve estará patente no Museu de Faro, com nova curadoria. Fique atento a mais informações.


A PARTIR DO SURREALISMO é uma mostra coletiva de oito artistas da Coleção Millennium bcp: visa divulgar esta importante Coleção e, simultaneamente, valorizar a arte portuguesa contemporânea. Os artistas presentes – Cruzeiro Seixas, Mário Cesariny, António Dacosta, Carlos Calvet, Vespeira, Eduardo Luiz, Paula Rego e Graça Morais – têm em comum o gosto pela pintura figurativa contadora de histórias, sugeridas pelos títulos e pelo modo imaginoso como as formas (nem sempre identificáveis) usam a cor e a composição para perturbar o entendimento comum das coisas. Destes artistas, só alguns (Cruzeiro, Cesariny, Calvet, Dacosta) pertenceram aos movimentos surrealistas do meio do século XX mas todos pintam a realidade como se ela tivesse a natureza dos sonhos: confusa, disparatada, surpreendente.