
No dia 7 de fevereiro de 2017 comemora-se o Dia da Internet Segura (Safer Internet Day) sob o tema “Marca a Diferença: Unidos por uma Internet Melhor!”, coordenado pela InS@fe / INHOPE, com o apoio da Comissão Europeia e financiado pelo programa CEF – Connecting Europe Facility.
Esta iniciativa promove a consciencialização sobre os riscos e a responsabilidade na utilização de equipamentos com ligação à internet e é dirigida especialmente a alunos, professores, assistentes, encarregados de educação e pais.
A Internet mudou drasticamente a maneira como interagimos com o mundo, nomeadamente, nas crianças e jovens. Através deste canal de acesso podem obter ajuda com os trabalhos de casa, expressar-se criativamente, contactar amigos ou familiares e encontrar respostas a questões que por desconforto não colocam aos adultos.
Contudo, em simultâneo a esta forma de se conectar com o mundo, a Internet também oferece riscos, nomeadamente em temas como:
- Cyberbullying;
- Exposição a material inadequado;
- Predadores online;
- Disponibilização de informação pessoal.
Neste sentido, é necessário o envolvimento de todos os que participam na educação da criança ou jovem sensibilizando, criando hábitos e colocando em prática regras na utilização da Internet. E, para que seja compreendido pela mesma, é necessário justificar estas necessidades, ou seja, explicar os motivos, os cuidados a adotar e as consequências que poderão advir, para que o tema Segurança na Internet seja um processo lógico.
Com efeito, o acompanhamento no processo de aprendizagem no uso da Internet deverá ser o caminho a seguir, o qual facilita a conquista da confiança das crianças e jovens, bem como, salvaguarda os interesses dos mesmos e dos que os rodeiam.
Este ano, os temas centrais do Dia da Internet Segura são as redes sociais, os jogos online, as relações online e na adição (também) online.
Assim, é necessário adotar regras de segurança! Ajude-os a implementá-las! Fale com eles sobre os riscos da utilização da internet e ensine-os a enfrentar eventuais situações desagradáveis e, finalmente, estabeleça limites e argumente-os com eles. Juntos podem criar um ambiente mais seguro!
Por exemplo, nas redes sociais pode ensinar a ativar as definições de segurança para acessos e logins, definir quais os dispositivos reconhecidos e os contactos seguros, pode limitar o acesso de terceiros às publicações pessoais e rever todas as publicações em que for identificado, de entre outras opções e definições disponíveis.
Sobre os jogos online, e caso não exista a supervisão de um adulto, existe o risco de acederem a conteúdos inadequados, provocar reações violentas e sintomas de adição, para além de existir a possibilidade de contacto com estranhos, bem como, a surpresa (desagradável) de ter custos associados. Confira sempre se o jogo é adequado à idade, controle o tempo que a criança/jovem passa online e se o jogo, não obstante ser gratuito, permite fazer compras online (por exemplo, a extensão do jogo).
Não podemos esquecer que o acesso à Internet também pode causar dependência, ou seja, a adição online, pelo que deve ficar atento a alguns sinais que a podem evidenciar:
- Ansiedade;
- Sonhar com jogos de forma regular;
- Isolamento, dedica mais tempo a utilizar a Internet do que na realização de outras tarefas;
- Falta de interesse pela escola;
- Vida social reduzida.
Já ouviu falar em termos como sexting/frexting, grooming, sextortion? Faça uma pesquisa sobre estes tipos de crimes que ocorrem na internet. Para evitar algum tipo de aproximação como as referidas, é necessário adotar um diálogo contínuo sobre a segurança nas relações online, recordando com regularidade que:
- Não deve fornecer online informações pessoais, como a morada, número de telefone, passwords, ou outras informações pessoais, mesmo aos melhores amigos;
- Falar imediatamente com um adulto se se deparar com algo estranho ou que o coloque numa situação desconfortável;
- Não marcar encontros com amigos virtuais (desconhecidos);
- Não publicar fotos pessoais ou de outras pessoas sem o prévio consentimento de um adulto;
- Não responder a mensagens e/ou solicitações recebidas via email, online ou através das redes sociais que o coloque numa posição desconfortável. Caso o faça, deve falar imediatamente com um adulto;
- Não deve fazer downloads sem saber exatamente o que está a ser transferido. Esta ação pode comprometer o computador ou dispositivo móvel. Em caso de dúvidas deve consultar previamente um adulto;
- Não publicar ou fazer comentários online ou mesmo enviar mensagens que possam ferir a suscetibilidade de outras pessoas (Cyberbullying).
Lembre-se que… o acompanhamento da criança ou jovem no acesso à Internet permite:
Educar, monitorizar e, como consequência, mantê-la em Segurança!