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Dia Mundial da Criança


Era uma vez...

O Dia Mundial da Criança...


Após a 2ª Grande Guerra Mundial, mais de metade das crianças Europeias não sabia ler nem escrever e eram frequentemente encorajadas pelos pais a trabalhar, para suprimir a falta de dinheiro.

Em 1946, um grupo de países da ONU (Organização das Nações Unidas) começou a tentar resolver o problema, tendo sido criada a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

A Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs à ONU, em 1950, a comemoração de um dia dedicado a todas as crianças do mundo com o objetivo de alertar para os direitos das crianças. Esta proposta foi aceite e, logo nesse ano, foi comemorado o Dia Mundial da Criança a 1 de junho.

A Internet mudou drasticamente a maneira como interagimos com o mundo, nomeadamente, as crianças e jovens.

Esta forma de “ligação” ao mundo veio contribuir para alguns dos direitos previstos na Convenção sobre os Direitos da Criança (consagrados em 1989), nomeadamente, o direito de procurar, receber e expandir informações e ideias de toda a espécie, sob forma oral, escrita, impressa, artística ou por qualquer outro meio (art 13º), assegurar o acesso à informação que vise promover o seu bem-estar social, espiritual e moral, assim como a sua saúde física e mental (art 17º) e o direito à educação, promovendo o desenvolvimento da personalidade, incutindo o respeito e as responsabilidades para com o meio envolvente e a sociedade (art 29º).

O acesso facilitado a smatphones, tablets e computadores ocorre cada vez mais precocemente. Através destes canais podem obter ajuda com os trabalhos de casa, expressar-se criativamente, contactar amigos ou familiares e encontrar respostas a questões que por desconforto não colocam aos adultos.

Contudo, em simultâneo a esta forma fascinante de se conectar com o mundo, a Internet também oferece riscos, nomeadamente a temas como:

  • Cyberbullying;
  • Exposição a material inadequado;
  • Predadores online;
  • Disponibilização de informação pessoal.

Neste sentido, é necessário o envolvimento de todos os que participam na educação da criança ou jovem sensibilizando, criando hábitos e colocando em prática regras na utilização da Internet. E, para que seja compreendido pela mesma, é necessário justificar estas necessidades, ou seja, explicar os motivos, os cuidados a adotar e as consequências que poderão advir, para que o tema Segurança na Internet seja um processo lógico.

Com efeito, o acompanhamento no processo de aprendizagem no uso da Internet deverá ser o caminho a seguir, o qual facilita a conquista da confiança das crianças e jovens, bem como, salvaguarda os interesses dos mesmos e dos que os rodeiam.



Para incentivar a comunicação sobre o tema sugerimos algumas questões que podem ser colocadas a uma criança (ou jovem):

  • O que gostas de fazer online?O que é informação pessoal? Por que motivo a deves manter privada?
  • Sabes porque é tão importante não partilhar as passwords?
  • O que podias fazer para que os teus acessos online fossem mais seguros?
  • O que fazias se alguém te dissesse online que te queria conhecer pessoalmente?
  • Com quem vais falar se estiveres numa situação desconfortável?
  • Sentias-te confortável em mostrar um dos teus conteúdos (comentário, texto, fotografia, …) a um estranho?
  • Sabes quais sãos os principais cuidados que devemos ter com o que escrevemos na Internet e porque é que devemos evitar ter discussões públicas?

Assim, e por forma a ser possível o acompanhamento da criança no acesso à Internet, existem algumas dicas básicas que os pais ou encarregados de educação podem adotar, nomeadamente:

  • Colocar o computador numa área de passagem frequente, na sua casa;
  • Definir quais os sites que podem consultar e por quanto tempo;
  • Lembre-se que a Internet pode ser móvel, pelo que não se esqueça de verificar os telemóveis/smartphones, dispositivos de jogos e tablets;
  • Navegue na Internet com eles e deixe que lhe mostrem o que é que eles gostam de fazer online;
  • Saiba com quem a criança comunica online, definindo regras para as redes sociais, mensagens instantâneas, emails, jogos online e o uso de webcams;
  • Mantenha um diálogo contínuo sobre a segurança online, recordando com regularidade que:
    • Não deve fornecer online informações pessoais, como a morada, número de telefone, passwords, ou outras informações pessoais, mesmo aos melhores amigos;
    • Falar imediatamente com um adulto se se deparar com algo estranho ou que o coloque numa situação desconfortável;
    • Não marcar encontros com amigos virtuais (desconhecidos);
    • Não publicar fotos pessoais ou de outras pessoas sem o prévio consentimento de um adulto;
    • Não responder a mensagens e/ou solicitações recebidas via email, online ou através das redes sociais que o coloque numa posição desconfortável. Caso o faça, deve falar imediatamente com um adulto;
    • Não deve fazer downloads sem saber exatamente o que está a ser transferido. Esta ação pode comprometer o computador ou dispositivo móvel. Em caso de dúvidas deve consultar previamente um adulto;
    • Não publicar ou fazer comentários online ou mesmo enviar mensagens que possam ferir a suscetibilidade de outras pessoas (Cyberbullying).

Não podemos esquecer que o acesso à Internet também pode causar dependência online, pelo que deve ficar atento a alguns sinais que a podem evidenciar:

  • Ansiedade;
  • Muitas horas diárias de utilização da Internet;
  • Reclama privacidade;
  • Isolamento;
  • Falta de interesse pela escola;
  • Vida social reduzida.

Lembre-se que… o acompanhamento da criança ou jovem no acesso à Internet permite:

Educar, monitorizar e, como consequência, mantê-la em Segurança!

 

Pode consultar mais informações sobre o tema na área de Segurança do site do Millennium bcp ou na página do InSafe.
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